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Ninguém alguma vez escreveu ou pintou, esculpiu, modelou, construiu ou inventou senão para sair do inferno. (Antonin Artaud)

The Many Faces of Billie Holiday


 "The Many Faces of Billie Holiday"

Documentário legendado 



Além de um apanhado geral da vida de Lady Day, você poderá ver e ouvir, neste documentário, o tremendo clássico "Strange Fruit" que é uma canção cuja versão mais famosa é a de Billie Holiday. Condenando o racismo americano, especialmente o linchamento de afro-americanos que ocorreu principalmente no Sul dos Estados Unidos, mas também aconteceu em outras regiões do país. A versão de Holiday foi colocada na lista do Hall da Fama do Grammy em 1978. Também foi incluída na lista de canções do século da Recording Industry of America e da National Endowment for the Arts.

Ali você poderá desfrutar também de uma Jam Session que ocorreu em 8 de dezembro de 1957 e que reuniu, em New York, um dos mais notáveis elencos do cenário jazzístico daquele momento (e de todos os tempos). Lady Day numa performance inebriante interpreta aqui uma de suas canções mais intimistas. “Fine and Mellow”, cuja primeira gravação foi feita em 20 de abril de 1939. É um lamento (blues) sobre os maus tratos de uma mulher nas mãos de um homem... A letra expressa muito da sua conturbada e triste vida:

“…Love will make you drink and gamble

Make you stay out all night long repeat

Love will make you do things

That you know is wrong…” 

        “...O amor vai fazer você beber e jogar

        Faz você ficar fora todas as noites sucessivamente

        O amor vai fazer você fazer coisas

        Que você sabe, estão erradas...” 

Estavam lá (e você pode apreciar) os três maiores representantes do sax tenor de todos os tempos: Ben Webster, Lester Young e Coleman Hawkins, não necessariamente nesta ordem de importância; Gerry Mulligan, um dos mais importantes saxes barítonos da era do cool jazz; Os fantásticos trompetes de Roy Eldridge (o “Little Jazz” – um virtuoso e sofisticado improvisador da era do swing e que influenciou descaradamente nada mais nada menos que o Dizzy Gillespie) e Doc Cheatham (o cara que mostrou o melhor de si somente após os 70 anos de idade); O introspectivo Vic Dickenson em contrapartida ao seu trombone com som melodioso e alegre; Na guitarra Danny Barker – o favorito da maioria das orquestras da época como: Jelly Roll Morton , Baby Dodds , James P. Johnson , Sidney Bechet , Mezzrow Mezz e Red Allen entre outras; Mal Waldron no piano (um dos preferidos de Billie e Charles Mingus); Milt Hinton (o “Juiz”) no contrabaixo e Osie Johnson na bateria completam a cozinha... Ufa! Foi um evento único e que não se pode deixar de ver (e ouvir).

 

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