"Eu nasci em Porto Alegre, em 1945, no dia 17 de março, num domingo, às duas e dez da tarde — estragando o café da mamãe, aquele lanche maravilhoso... E eu fui a primeira filha, muito esperada, de um casal de dois anos de vida em comum. Primeira neta e primeira sobrinha de uma família de sete pessoas que se adoravam muitíssimo e resolveram me adotar como filha de todos. Eu achei tudo ótimo, tudo maravilhoso — principalmente o talento comercial do papai, porque ele olhou para mim e deve ter pensado assim: que esta menina quando crescer vai ser cantora. Então um ótimo nome para cantora é Elis Regina. Entende? Porque você sabe, é esquisito, porque eu ia me chamar só Elis. Ele foi me registrar, né? Seu Romeu foi lá e disse: vim registrar a menina, minha filha que nasceu. Qual é o nome? Elis. Mas tem um pequeno problema, meu senhor, porque esse nome serve para pessoas tanto do sexo masculino quanto pro sexo feminino. Então a gente tem que dar um jeito de diferenciar isso aí, porque, se não, vai criar problemas para a criança mais tarde. Aí ele deve ter pensado de novo: vai ser cantora, e Regina vai ficar muito bem ao lado de Elis. E aí ele botou Elis Regina Carvalho Costa."

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